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Ao todo, 11 estudantes da rede estadual chegaram à terceira etapa e já estão se preparando para um dos desafios mais complexos, que é dominar a linguagem de programação Python. Os melhores do Brasil vão representar o país na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial em Pequim, na China. Elki é o único estudante destaque do Pará na 1ª ONIA que não é da Região Metropolitana de Belém.
Mais uma vez, um estudante de Ourilândia do Norte se destaca numa competição escolar nacional. Elki Castro, de 18 anos, da escola estadual Dr. Romildo Veloso e Silva, é um dos 11 paraenses da rede estadual a passar para a terceira etapa da 1ª Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA) — e o único que não é da Região Metropolitana de Belém. Os alunos são desafiados a buscar e desenvolver inovações em IA, explorar e potencializando habilidades numa das áreas mais crescentes da tecnologia.
Nesta terceira fase, os estudantes realizarão uma tarefa prática com ferramentas que fazem parte do espectro do que se considera Inteligência Artificial, como o Python, uma das linguagens de programação mais importantes a serem aprendidas para melhorar a eficiência e produtividade de quem a utiliza. Faltam duas etapas, para as quais Elki, da segunda série do ensino médio, está se preparando. Ele conversou, de forma exclusiva, com o Fato Regional.
“Sempre tive interesse por tecnologia e construí alguns telescópios. No ano passado, o professor Romis me deu muita força e sempre nos estimulou a participar das competições. Ele me indicou ao vice-diretor da escola, que me incluiu na equipe de foguetes. Temos um catálogo de todas essas olimpíadas e competições escolares e vamos participando”, contou Elki, ao Fato Regional.
Os estudantes que tiverem o melhor desempenho, vão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial, em Pequim, na China. A 1ª ONIA é realizada por três instituições: EduSpace, Hub de Inovação em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Pelotas (H2IA/UFPel) e o Instituto de Inteligência Artificial, em colaboração com o Laboratório Nacional de Computação Científica (IIA/LNCC).
Outros alunos que foram para a próxima fase da 1ª ONIA se preparam para as provas na UFPA (Foto: Divulgação / Agência Pará)
Elki diz que começou a estudar um pouco mais tarde. E chamou a atenção dos professores que tiveram oportunidade de trabalhar com ele em sala de aula. “Foi meu aluno até o ano passado. Indiquei a Olimpíada a ele. Ele vai longe”, disse o professor Romis, que atua na escola Dr. Romildo Veloso e Silva. Em 2024, foi um dos 10 vencedores da Olimpíada de Professores de Matemática do Ensino Médio (OPMBr), conquistando o título de um dos melhores docentes do Brasil na disciplina. Ele sempre defende a participação dos alunos em competições escolares.
“Essa é a primeira vez que estou lidando mais de perto com inteligência artificial, um assunto que até então eu não tinha ainda tanto interesse. Mas agora estou bem interessado e quero seguir estudando. Trabalhar com tecnologia é algo que quero para minha vida e o que pretendo fazer no ensino superior. Ainda nem tive tempo de contar para toda a família, mas meus irmãos já ficaram muito felizes com a notícia”, concluiu Elki.
Veja todos os 11 estudantes paraenses da rede estadual aprovados para a próxima etapa da 1ª ONIA:
Diana Santos, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Elki Castro, da Escola Estadual Dr. Romildo Veloso e Silva
Fabiana Mendes, da Escola Estadual Visconde de Souza Franco
Flavio Pereira, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Jéssica Aguiar, da Escola Estadual Jarbas Passarinho
Marco Feio, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Maria Furtado, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Ryan Ramos, da Escola Estadual Visconde de Souza Franco
Samiah Lopes, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Samuel Silva, da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias
Stefany Monteiro, da Escola Estadual Lauro Sodré
(VICTOR FURTADO, da Redação do Fato Regional)